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SOS AÇÃO MULHER E FAMÍLIA

38 ANOS FAZENDO HISTÓRIA

O trabalho iniciou-se timidamente, como um ‘braço’ do movimento feminista, e sua relevância para a comunidade desde logo se fez sentir, o que está expresso neste depoimento de Maria José de Mattos Taube, antropóloga e uma das fundadoras na época: “A impressão era de que a violência estivera represada por muitos séculos e, de repente, uma pequena porta aberta permitiu o extravasamento desenfreado de um ‘lençol freático’ abundante”.

Localizado na Rua Dr. Quirino, 1856 / primeiro andar, no centro de Campinas/SP, o SOS Ação Mulher e Família foi criado em 1980 por um movimento de mulheres como uma Organização Não-Governamental (ONG), atualmente denominada Organização da Sociedade Civil (OSC). O SOS Mulher atendia unicamente mulheres que viviam situações de violência doméstica e sexual. Em 1982, acrescentou-se a palavra ‘ação’, adaptando-se às novas demandas sociais que exigiam ações de cunho preventivo/educativo para promover a transformação nas condições culturais das mulheres. Em 1995 percebeu-se que a violência não se restringia somente à mulher, então a palavra ‘família’ foi inserida no nome da entidade, que a partir daquela data passou a atender outros grupos sociais em situação de violência doméstica e intrafamiliar, como crianças e adolescentes. Tendo em vista que a violência é cultural, reproduzindo-se através de comportamentos violentos sofridos e aprendidos, atualmente também atendemos o homem, seja ele autor de violência ou não.

A entidade SOS Ação Mulher e Família foi pioneira na luta contra a violência sexual durante os anos 90, desempenhando importante papel na implantação dos serviços de atendimento às vítimas de crimes desta natureza no Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher (CAISM), da UNICAMP.

O SOS teve participação decisiva na Prefeitura Municipal de Campinas para a criação e implantação da Delegacia da Mulher e do abrigo para a mulher e seus filhos em iminente risco de morte. Em 1990 a instituição começou a desenvolver programas na área de saúde e sexualidade em função do aumento da disseminação do vírus da AIDS entre mulheres.

Filiado à Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (FEAC) e com apoio da Prefeitura Municipal de Campinas, por meio dos Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS) e dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), atualmente o SOSAMF também recebe apoio do Centro Educacional Integrado (CEI), com o qual divide a sede.

Muito além de acolher com uma escuta qualificada, através do atendimento multidisciplinar psicológico, jurídico e social, a OSC busca o fortalecimento e protagonismo para uma vida sem violência. São atendidos cerca de 120 pessoas por mês, uma média de 300 atendimentos por ano, incluindo crianças, adolescentes, mulheres e homens.

Para mais informações, fotos ou solicitação de entrevista: samulher@feac.org.br